O espírito empreendedor do catarinense está evidente nos resultados da primeira fase do Programa Centelha fazendo o Estado ser destaque no país. Foram submetidas 1.222 ideias, envolvendo 3.079 participantes. Ao fim do processo, serão selecionados 28 projetos que receberão R$ 60 mil e acompanhamento técnico. O valor total investido no programa em Santa Catarina é R$ 1,68 milhão.

“Estamos muito contentes com o resultado da primeira fase do Programa Centelha, vimos um engajamento de várias regiões do Estado com seus empreendedores motivando e auxiliando o desenvolvimento de ideias”, enaltece o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Fábio Zabot Holthausen, que ainda lembra do bom resultado em nível nacional. “São resultados muito expressivos, claro que nem todos os Estados já concluíram o processo que tem prazos distintos, mas Santa Catarina é até o momento o estado com mais ideias submetidas nessa primeira fase”, acrescenta o presidente.

O vizinho Rio Grande do Sul, por exemplo, conseguiu chegar ao fim da primeira fase com 784 ideias submetidas.

Números da edição

Florianópolis e Lages têm destaque

Os 3.079 participantes representam 110 municípios catarinenses. Florianópolis, com 288, e Lages, com 151, lideram em número de projetos inscritos. Em seguida aparece Blumenau com 140, Joinville com 97, Criciúma com 50, Chapecó com 39, Tubarão com 33, Joaçaba com 28 e Rio do Sul com 27 fecham a lista dos dez melhores posicionados. “Pudemos acompanhar uma boa disputa nos últimos dias entre Lages e Blumenau”, lembra Holthausen.
Quando se fala em região, o destaque vai para o Oeste e Sul com 27 cidades envolvidas em cada uma delas. Do Vale do Itajaí aparecem 26 municípios, 12 do Norte e as regiões de Florianópolis e Serrana com nove municípios cada.

Ao longo do processo de submissão foram realizados eventos, com a colaboração de parceiros, em diversos municípios com a intenção de envolver o maior número possível de catarinenses.

Origem


Saúde e bem-estar com maior número de propostas

O setor de saúde e bem-estar foi o que recebeu o maior número de propostas, foram 324, seguida de perto por Tecnologia da Informação e Telecomunicações. Também aparecem em destaque Comércio e Varejo, Meio Ambiente e Bioeconomia, Economia Criativa e Agronegócio. Soluções para a Administração Pública está em 88 propostas.

Idade média dos participantes

A maioria dos proponentes, 389, tem entre 31 e 40 anos. Depois aparece a faixa mais jovem, entre 18 e 24 anos, com 338 participantes. São ainda 280 pessoas entre 25 e 30 anos; 127 entre 41 e 50; 67 com idades entre 51 e 60; 16 entre 61 e 70 anos e cinco com idades acima de 70 anos.

200 ideias passam de fase

O gerente de Tecnologia e Inovação da Fapesc, Jefferson Fonseca, explica que todas as 1.222 propostas passão pelo crivo de dois avaliadores. “Um é de caráter mais técnico e o outro de caráter mais mercadológico. Serão avaliados a inovação que a ideia apresenta, a solução do problema e se tem um impacto social dentro do ecossistema catarinense”, ressalta.

Dessas ideias, 200 passarão de fase. “Essa próxima fase será avaliada a proposta de empreendimento, ou seja, como se pretende transformar essa ideia em dinheiro”, conta o gerente.

Ainda haverá uma terceira etapa, para a qual passarão 100 propostas e 28 serão contempladas e contratadas.

O Programa Centelha

A intenção do Programa Centelha é estimular a criação de empreendimentos inovadores, a partir da geração de novas ideias, e disseminar a cultura do empreendedorismo inovador em todo território nacional, incentivando a mobilização e a articulação institucional dos atores nos ecossistemas locais, estaduais e regionais de inovação do país.

“Programas como o Centelha dão a oportunidade de tirar do papel aquela ideia inovadora e colocar em prática soluções que vão trazer mais qualidade de vida à população. Esta é a missão da FAPESC, vinculada à SDE (Secretaria de Desenvolvimento Econômico), e que tem um papel fundamental de incentivar ações para ciência, pesquisa e inovação que por meio de repasse de recursos dissemina o conhecimento em todas as regiões do Estado”, complementa o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino.

Dos R$ 1,68 milhão em recursos, R$ 1,1 milhão vem da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e R$ 580 mil da FAPESC.

O Centelha é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela FINEP, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), operada pela Fundação CERTI e executada em Santa Catarina pela FAPESC.

Ideia nasceu em Santa Catarina

A responsabilidade de Santa Catarina quando se lembra que o Programa Centelha nasceu da ideia do Sinapse da Inovação que vem sendo executado no Estado com vários exemplos de sucesso.

Um deles é o Simples Dental, que desenvolve softwares odontológicos, sendo referência na América Latina com mais de 33 mil usuários. O impulso veio em 2013. “A primeira grande diferença que o Sinapse fez para a Simples Dental foi, lógico, o recurso financeiro porque a gente não tinha receita e não conseguia fazer quase nada. Mas, também conseguimos visibilidade e uma série de outras boas consequências”, conta um dos sócios do Simples Dental, Ramon da Silva Maciel. “Logo em seguida também participamos do Startup SC e esse conjunto nos ajudou muito quando tivemos a ideia de buscar grandes parceiros. Já tínhamos isso como diferencial”, acrescenta Maciel.



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Francieli Oliveira
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