O Boletim de Indicadores Econômicos Fiscais de março, lançado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, traz os primeiros resultados da economia estadual em 2020 e os últimos do ano anterior.

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O índice da atividade econômica de Santa Catarina de 2019, apresenta uma ligeira desaceleração na comparação de 12 meses, acompanhando uma tendência verificada nacionalmente. Além do baixo crescimento da economia brasileira, pesaram a crise argentina e a desaceleração econômica mundial que impactaram nas exportações estaduais.

Porém, apesar desta desaceleração, o índice catarinense continua crescendo bem acima do PIB brasileiro, estimado pelo IBGE. O país cresceu 1,1% em 2019, enquanto que Santa Catarina fechou o ano passado com crescimento de 3,5%, superior, portanto, a média nacional.

“Apesar desta retração no crescimento, a economia estadual continua crescendo bem acima da média nacional pelo terceiro ano consecutivo, se mostrando resiliente e competitiva, com um povo empreendedor e dedicado ao trabalho. Estamos focados em uma gestação participativa com ações para fomentar o desenvolvimento e melhorar ainda mais, como se mostram os resultados alcançados no Estado”, destaca o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino.

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Alguns segmentos perderam tração no segundo semestre do ano, mas outros tiveram maior impacto no crescimento, compensando em parte a retração dos demais. São exemplos a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, o comércio,a construção civil, os serviços de transportes, a fabricação de veículos automotores, as atividades imobiliárias e os serviços de alojamento e alimentação.

A diversidade produtiva tem permitido que perdas em segmentos específicos sejam compensadas por crescimento em outros. Também a atratividade do Estado tem se manifestado em aspectos como segurança jurídica, segurança pública, qualificação do trabalhador, entre muitos outros aspectos sócios econômicos que vem contribuindo para a abertura de novas empresas e para a expansão de outras.

Coronavírus

As perspectivas para 2020, projetadas nesse início de ano pelas mais diversas instituições, públicas e privadas, apontavam crescimento acima dos 2% para a economia brasileira, mas a instabilidade gerada pela pandemia do Coronavírus colocou mais uma grande incerteza no horizonte. O comércio mundial que já vinha sendo reduzido deverá sofrer um impacto ainda maior e o movimento de queda dos preços dos alimentos e minérios poderá se manter ao longo desse ano.

Para o economista da SDE, Paulo Zoldan, os impactos da pandemia ainda estão por ser mensurados e sua dimensão ainda depende da extensão e duração do contágio no Estado e no País. “É previsto a retração de parte das atividades econômicas. Isso, em maior ou menor grau, deverá afetar as receitas estaduais, justamente num momento onde crescem as pressões para mais despesas com saúde e prevenção. Outro impacto importante no ajuste fiscal que está em curso está no aumento do endividamento público, já que cerca de 24% da dívida estadual de R$ 20,2 bilhões é indexada em dólares americanos, o qual vem se valorizando desde o ano passado e mais intensamente depois da eclosão da pandemia. Isso certamente coloca mais pressão sob o ajuste fiscal do governo”, avalia.




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