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 A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) lançou nesta segunda-feira, 7, mais uma edição do Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais de Santa Catarina. O estudo do mês de novembro traz como destaque a acomodação da economia catarinense, inclusive na produção industrial e uma atenção para a arrecadação tributária.

Nos quatro trimestres terminados em junho de 2022, em relação aos quatro trimestres anteriores, a economia catarinense teve uma alta de 2,7%, no cenário nacional o comparativo apresentou um aumento de 2,6% na economia do país.

“O mundo enfrenta muitos desafios, mas a economia estadual está bem tracionada, ou seja, o governo de Santa Catarina está em equilíbrio com as contas, gerando superávits e recursos próprios para investimentos, além da reconhecida competitividade do Estado”, explica o economista da SDE, Paulo Zoldan.

Receita Tributária
O ICMS segue em desaceleração. Apesar de crescer 3,8% em setembro, teve queda pelo segundo mês consecutivo na comparação com o mesmo mês de 2021. E, em doze meses, desacelerou para um crescimento de 14,6%. Além da queda da inflação e da desaceleração da economia, as receitas tributárias sofrem o impacto da redução das alíquotas para combustíveis, energia e telecomunicações que passaram de 25% para 17% a partir de julho. O crescimento de receitas de outros segmentos e os esforços de arrecadação não estão sendo suficientes para compensar essas perdas.

Dados levantados pela Instituição Fiscal Independente (IFI) apontam uma queda real de 10% na arrecadação do ICMS em SC entre julho e setembro, sob o mesmo período de 2021, e acima da média nacional, que teve queda de 6,5%, na mesma comparação.

Produção industrial
Após a queda abrupta provocada pela pandemia em 2020, de 4,6%, a indústria catarinense cresceu 10,2% em 2021. Em 2022, no entanto, a indústria encontra dificuldade de se manter em expansão.

“Além da base alta de comparação, outros fatores conjunturais dificultam a expansão do setor. Por um lado, inflação e juros elevados encarecem o crédito e levaram a um endividamento crescente com redução do poder de compra das famílias. Por outro, o encarecimento das matérias primas e desabastecimento de insumos, dificultam a volta à normalidade em alguns setores”, explica o economista da SDE, Paulo Zoldan.

Apesar das dificuldades, a produção da indústria de transformação de SC está 3% acima do patamar pré-pandemia (fev/2020), condição bem mais confortável que o da média brasileira que se encontra 0,6% abaixo daquele patamar.


Confira mais detalhes do Boletim Econômico-Fiscais aqui.

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